A dúvida mais comum

É complicado. Mas depois que você descobre como funciona, fica bem mais simples.

Autismo, TDAH e altas habilidades compartilham traços. É por isso que tanta gente se reconhece em três descrições ao mesmo tempo — e trava aí. Passe o cursor pelas áreas, ou use os botões.

Autismo TDAH Altas habilidadesSuperdotação

Isto não serve para diagnóstico. Reconhecer-se em vários pontos é comum e esperado — é exatamente por isso que a avaliação existe: separar o que se sobrepõe.

Frases e números

O que aparece O que custa sustentar Faixa esperada
  1. Atenção

  2. Memória de trabalho

  3. Funções executivas

  4. Leitura social

  5. Linguagem

  6. Velocidade

Perfil ilustrativo, não o resultado de uma pessoa real. Serve para mostrar o formato de leitura, não um caso.

O que a avaliação devolve

01O que a avaliação devolve

Você é um perfil, não um número.

Uma avaliação não devolve uma nota. Devolve seis leituras separadas — atenção, memória de trabalho, funções executivas, leitura social, linguagem, velocidade. Cada uma com a sua própria altura, e nenhuma delas resume as outras.

02O que se observa

Por fora, muita coisa parece dentro da média.

É o que as pessoas ao seu redor viram a vida inteira. Contas pagas, trabalho entregue, conversa sustentada. Cada leitura cai dentro da faixa esperada, e é por isso que ninguém estranhou.

04Por isso a média não basta

Resultado dentro da média não exclui nada.

A distância entre as duas barras é justamente a parte que nenhum teste isolado mede e ninguém de fora vê. É uma das razões pelas quais tanta gente só é identificada na vida adulta. A avaliação examina as duas: o que você consegue fazer, e quanto lhe custa fazer.

O que não é exigido

O que você não precisa fazer

Nada nesta lista é exigido, em nenhum momento do processo. Sustentar aparência durante horas tem um custo, e não é isso que eu estou avaliando.

Nunca é pedido de você

  • Manter contato visual.
  • Mascarar, ensaiar respostas ou parecer bem.
  • Explicar por que está procurando avaliação. "Quero uma avaliação" é motivo suficiente.
  • Ter laudo, relatório, encaminhamento ou qualquer documento anterior.
  • Falar por telefone. Todo o contato inicial pode ser por texto.
  • Responder rápido. Se você sumir por três semanas e voltar, está tudo bem.
  • Justificar um cancelamento ou uma remarcação.
  • Ficar sem se mexer. Você pode balançar, andar pela sala, mexer nas mãos, ficar de pé.
  • Aguentar até o fim. Você pode pedir pausa a qualquer momento, sem dizer por quê.

O que você pode levar ou pedir

  • Fone de ouvido, protetor auricular, óculos escuros, boné.
  • Um objeto de conforto, um fidget, uma garrafa de água.
  • Uma pessoa de confiança, que pode ficar na sala ou esperar fora.
  • Pedir para diminuir a luz, fechar a janela ou desligar o ar-condicionado.
  • Pedir a pergunta por escrito, se ouvir e responder ao mesmo tempo for difícil.
  • Escrever a resposta em vez de falar, em qualquer momento.

Quem faz a avaliação

Sobre mim

Tive dificuldades desde cedo que, na época, não tinham nome. Ninguém ao redor sabia dizer o que era, e eu também não. [CONFIRMAR: texto pessoal — troque por uma ou duas dificuldades concretas suas, na sua forma de dizer. Uma frase específica funciona muito melhor que uma genérica.]

Quando fui procurar explicação, o que existia era escrito para profissional, não para quem estava tentando entender a própria vida. Foi isso que me levou à neuropsicologia — e é por isso que esta página tem passo a passo, duração, endereço e uma lista do que não é exigido de você.

Todas as etapas são conduzidas por mim, do primeiro contato ao relatório. Você não vai ser repassado para outra pessoa no meio. E o método é o mesmo que qualquer avaliador competente usaria: experiência pessoal não substitui procedimento, e eu não vou presumir que sei como é para você.

  • Psicólogo — CRP 08/26205
  • Pós-graduado em Neuropsicologia Clínica
  • Pós-graduado em Terapia Cognitivo-Comportamental

Para profissionais que encaminham Informações para encaminhamento

[CONFIRMAR: sua foto entra aqui — retrato vertical, proporção 3:4]

O passo a passo

O passo a passo

São quatro etapas. No total, entre 4 e 8 encontros, dependendo do que a avaliação precisa responder e do seu ritmo. Isso é decidido junto com você na primeira etapa, não antes.

  1. Primeiro contato

    Por texto. Sem hora marcada.

    • Você manda uma mensagem. Não precisa contar nada sobre você.
    • Eu respondo com: disponibilidade, valor do processo completo, forma de pagamento e o que a avaliação pode e não pode responder.
    • Se fizer sentido, marcamos a entrevista inicial. Se não fizer, acaba aí e está tudo certo.

    Costumo responder em até [CONFIRMAR: prazo real de resposta, ex.: 24 horas úteis]. Se eu demorar mais que isso, pode mandar de novo. Não é insistência.

  2. Entrevista inicial

    [CONFIRMAR: duração real, ex.: 60 a 90 minutos] · 1 encontro

    • Converso com você sobre história de vida, escola, trabalho, rotina, sono, saúde e o que te trouxe aqui.
    • Definimos juntos a pergunta da avaliação: o que exatamente você quer saber ao final.
    • Explico quais instrumentos pretendo usar e por quê.
    • Você pode perguntar qualquer coisa sobre o processo. Nada é surpresa depois.

    Se você preferir receber as perguntas por escrito antes, é só pedir no primeiro contato.

  3. Sessões de avaliação

    [CONFIRMAR: duração real, ex.: 60 a 90 minutos] · 2 a 5 encontros

    • Aplicação de testes e escalas, e observação clínica.
    • Alguns testes têm tempo cronometrado. Eu aviso antes de cada um qual é o formato.
    • Você pode pedir pausa entre um teste e outro sempre que quiser.
    • Se em algum dia você não estiver bem, remarcamos. Cansaço, ansiedade e humor afetam o resultado, e um resultado ruim por causa disso não serve para ninguém.

    Eu digo o formato antes de cada teste, inclusive quando tem cronômetro. Ser pego de surpresa por um cronômetro muda o resultado, e não é isso que a gente quer medir. A quantidade de encontros depende da pergunta definida na etapa 2, e você sabe o número antes de começar.

  4. Devolutiva e relatório

    [CONFIRMAR: duração real, ex.: 60 minutos] · 1 encontro, mais o relatório escrito

    • Um encontro dedicado a explicar os achados em linguagem direta, com espaço para perguntas.
    • Você recebe um relatório escrito, com os resultados, o que eles significam e o que não significam.
    • O relatório é seu. Você decide para quem mostrar.
    • Se algo no relatório estiver errado sobre a sua história, você pode pedir correção.

    O relatório fica pronto em até [CONFIRMAR: prazo real de entrega do relatório, ex.: 15 dias após a devolutiva].

Como é o lugar

Como é o lugar

Chegar em um lugar desconhecido é a parte difícil para muita gente. Comigo também. Esta seção existe porque essa informação quase nunca está publicada, e ter que ligar para perguntar já é, por si só, uma barreira.

Endereço
[CONFIRMAR: endereço completo, com ponto de referência]
Andar e acesso
[CONFIRMAR: andar, se tem elevador, se tem escada]
Recepção
Tem recepção na entrada. Você não precisa se anunciar de forma nenhuma: pode dizer só o seu nome, ou nem isso — dá para sentar e esperar que eu chamo.
Ar-condicionado
Tem, e o controle fica com você. Pode desligar, mudar a temperatura, ou pedir para abrir a janela, a qualquer momento e sem explicar por quê.
Banheiro
Tem banheiro adaptado no local.
Estacionamento
[CONFIRMAR: tem estacionamento? é pago? tem vaga na rua?]

Remarcar não é problema

Isto vale para qualquer etapa, e não precisa de justificativa. Basta avisar.

  • Se você acordou ansioso demais para sair de casa.
  • Se dormiu mal, ou não dormiu.
  • Se está sobrecarregado e sabe que hoje não rende.
  • Se chegou e percebeu, ali na hora, que não vai dar.

Não é gentileza: cansaço, ansiedade e sono ruim mudam o resultado dos testes. Uma sessão feita em um dia ruim produz um dado ruim, e um dado ruim não serve para você nem para mim.

Faltou alguma coisa aqui?

Se você precisa saber de algo que não está nesta lista — luz, ruído, cheiro, quanto tempo se espera, qualquer coisa — pergunte antes de marcar. Pedido de adaptação também entra aqui, e não precisa vir justificado.

E se for on-line

A possibilidade de atendimento on-line é avaliada caso a caso, porque nem todo instrumento pode ser aplicado à distância com validade. Se for possível no seu caso, eu explico no primeiro contato quais etapas seriam presenciais e quais não.

Quando quiser

O primeiro contato é por texto.

Você não precisa contar nada sobre você para perguntar. "Quero uma avaliação" já basta, e "só quero saber o valor" também.

Se escrever a primeira mensagem travar, copie esta:

Oi. Quero informações sobre avaliação neuropsicológica para adulto. Prefiro conversar por texto.

Perguntas diretas

Perguntas diretas

Sem rodeio. Se faltar alguma, pode perguntar por texto.

Quanto custa?

O valor do processo completo é informado no primeiro contato, junto com as formas de pagamento e a possibilidade de parcelamento. Não publico o valor aqui porque o Código de Ética do Psicólogo proíbe usar preço como propaganda (Art. 20, alínea d). Não é para te fazer entrar em contato: se você pedir só o valor, eu mando só o valor.

Código de Ética Profissional do Psicólogo, art. 20, alínea d (CFP)

Quanto tempo leva do começo ao fim?

Entre 4 e 8 encontros, mais o prazo do relatório. Espalhados em [CONFIRMAR: em quantas semanas, na prática, isso costuma acontecer]. O ritmo é ajustado com você.

Preciso de encaminhamento de médico?

Não. Você pode procurar por conta própria. Se você tem encaminhamento, traga; ajuda, mas não é requisito.

E se no dia eu não conseguir falar?

A gente escreve. Se ficar difícil sustentar o encontro, a gente para e remarca, sem custo de remarcação. Perder a fala sob estresse não é falta de colaboração e não invalida a avaliação.

Posso levar alguém comigo?

Pode. A pessoa pode ficar na sala durante a entrevista inicial ou esperar do lado de fora. Em algumas etapas de teste eu vou pedir para ela esperar fora, porque a presença de outra pessoa interfere no resultado. Eu aviso quando for o caso e explico por quê.

E se eu cancelar ou faltar?

[CONFIRMAR: política real de cancelamento — com quanto tempo de antecedência, se há cobrança, quantas remarcações são possíveis]. Você não precisa dizer o motivo.

Aceita plano de saúde?

[CONFIRMAR: aceita plano? emite recibo para reembolso? qual código?]

A avaliação dá o diagnóstico de autismo ou TDAH?

Ela produz um diagnóstico psicológico: uma conclusão fundamentada sobre funcionamento, com os dados que a sustentam. Isso é função privativa do psicólogo. O que ela não faz é diagnóstico médico — se houver suspeita de condição clínica associada, quem avalia isso é um médico. Na prática, para autismo e TDAH em adultos, a conclusão mais útil costuma ser construída junto com outros profissionais. Eu digo com clareza o que o seu relatório sustenta e o que não sustenta.

Lei nº 4.119/1962, art. 13, §1º — funções privativas do psicólogo

Você atende crianças e adolescentes?

Não. Só adultos, a partir de 18 anos. Se você procura avaliação para uma criança, posso indicar colegas que atendem essa faixa.

Meus dados ficam em algum lugar?

O que você manda no primeiro contato serve só para responder e organizar o agendamento. O prontuário e o relatório seguem sigilo profissional e as regras de guarda do Conselho Federal de Psicologia. A política de privacidade explica prazo e direitos.

Os limites

O que a avaliação faz, e o que não faz

Isto está aqui em cima, e não escondido no fim, porque você precisa disso para decidir se vale o seu dinheiro e o seu tempo.

Produz um laudo.

Uma conclusão fundamentada sobre o seu funcionamento: o diagnóstico provável de acordo com as características levantadas e os resultados colhidos, os dados que sustentam essa conclusão, e o grau de certeza que eles permitem. Isso é diagnóstico psicológico, e é função privativa do psicólogo desde 1962.

Lei nº 4.119/1962, art. 13, §1º — funções privativas do psicólogo

Não tem objetivo terapêutico.

Ainda que efeito terapêutico possa acontecer, e com frequência aconteça: entender o próprio funcionamento costuma mudar alguma coisa. Mas não é isso que ela é. É uma avaliação psicométrica, cognitiva e psicológica, com associações teóricas, feita para esclarecer sintomas e características, nomear o que aparece e encaminhar para os profissionais responsáveis por tratar.

Resolução CFP nº 9/2018, arts. 1º e 2º — diretrizes para avaliação psicológica

O laudo psicológico é diagnóstico. O que ele não é, é diagnóstico médico.

Essa distinção é constantemente confundida, inclusive por instituições, e vale saber de que lado cada coisa fica. Investigar causa clínica, pedir exame e prescrever medicação é do médico — neurologista ou psiquiatra. Concluir sobre funcionamento com método psicológico é do psicólogo, e tem respaldo legal. Na prática, algumas portas ainda pedem laudo médico: CIPTEA, perícia, parte dos planos de saúde. Nesses casos o seu relatório não é substituído — ele chega junto, já respondendo boa parte do que o médico precisaria levantar.

CFP — Validade e alcance do diagnóstico psicológico (janeiro de 2026): tratar o diagnóstico psicológico como ato exclusivamente médico contraria a Lei nº 4.119/1962

Se depois de ler isso você concluir que uma avaliação não é o que você precisa agora, essa é uma conclusão válida e não custa nada.

Sem pressa

Pode ler isto três vezes antes de mandar. Muita gente lê.

Não tem hora certa e não tem fila. Se você mandar mensagem hoje e sumir por um mês, a gente retoma de onde parou.

O que mudou, e quando

Você não está atrasado. O sistema é que chegou tarde.

Boa parte do que hoje é possível para um adulto autista no Brasil não existia quando essa pessoa era criança. Esta é a lista curta, com data.

  1. 2012 — Lei nº 12.764

    A Lei Berenice Piana cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, e passa a considerar a pessoa autista, para todos os efeitos legais, pessoa com deficiência.

    Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012 — Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista
  2. 2013 — DSM-5

    Até essa edição, era vedado diagnosticar autismo e TDAH na mesma pessoa. Quem tem os dois e cresceu antes disso viveu sob uma regra que dizia que essa combinação não existia.

    American Psychiatric Association — Highlights of Changes from DSM-IV-TR to DSM-5: "a comorbid diagnosis with autism spectrum disorder is now allowed"
  3. 2020 — Lei nº 13.977

    Cria a CIPTEA, a carteira de identificação da pessoa com TEA, com validade em todo o território nacional. É o documento que garante atendimento prioritário na prática, e não só no papel.

    Lei nº 13.977, de 8 de janeiro de 2020 — cria a CIPTEA, carteira de identificação da pessoa com TEA
  4. 2025 — Lei nº 15.256

    Sancionada em 13 de novembro de 2025, inclui na Política Nacional a ampliação do diagnóstico de TEA em adultos e idosos. Procurar avaliação aos 30, aos 45 ou aos 60 deixou de ser exceção e virou política pública.

    Lei nº 15.256, de 13 de novembro de 2025 — inclui na Política Nacional a ampliação do diagnóstico de TEA em adultos e idosos

A última é recente o bastante para ainda não ter chegado a muito consultório. Se alguém já te disse que "adulto não é avaliado", isso agora contraria a política nacional.

Como costuma soar

Frases que aparecem muito na primeira conversa.

Nenhuma é de uma pessoa específica. São formas de dizer que se repetem tanto que valem estar escritas em algum lugar antes de você chegar.

  • Passei a vida achando que todo mundo se esforçava tanto quanto eu e só reclamava menos.

  • Eu consigo. O problema é o preço que eu pago depois, e ninguém vê essa parte.

  • Me disseram que eu tinha potencial. Ninguém me disse o que fazer quando o potencial não vira entrega.

  • Já recebi três diagnósticos. Cada um explicava um pedaço e nenhum explicava o conjunto.

  • Não é que eu não queira. É que entre querer e começar existe uma distância que ninguém mais parece atravessar a pé.

  • Cheguei aos quarenta sem saber que dava para perguntar.

Contato

É por aqui.

Escolha o meio que for mais fácil para você. Nenhum é o preferido, e nenhum atende mais rápido que o outro.

Formulário, se você preferir formulário

Só pede o necessário para responder. Não pergunta nada sobre saúde, sintomas ou histórico — isso não é assunto de formulário.

Pode ser nome social, apelido ou só o primeiro nome.

Só um dos dois já basta. Use o que preferir.

Como prefere que eu responda
Tem alguma urgência?