Um traço chama atenção. É o conjunto que revela o funcionamento.

Neurodivergência não é uma fase e não é algo que se supera. É um modo de funcionar que esteve sempre aí, atravessando a forma como você presta atenção, se organiza, sente e se relaciona com as pessoas. A avaliação não existe para corrigir isso: existe para descrever com precisão o que já está lá, e para te dar as palavras.

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Autismo TDAH Altas habilidadesSuperdotação

Isto não serve para diagnóstico. Reconhecer-se em vários pontos é comum e esperado — é exatamente por isso que a avaliação existe: separar o que se sobrepõe.

Frases e números

Um exemplo

O laudo mostra a realidade por trás do dia a dia. Veja um exemplo.

Este é o perfil de um rapaz de 20 anos com TDAH. Ele passou no vestibular, tem amigos, conversa bem. E ainda assim algo não fecha. As barras mostram o que ninguém vê de fora.

O que aparece O que custa sustentar Faixa esperada
  1. Constância do desempenho

  2. Atenção sustentada

  3. Funções executivas

  4. Memória de trabalho

  5. Leitura social

  6. Linguagem

Caso hipotético: homem, 20 anos, TDAH. O formato do perfil segue o padrão descrito na literatura — maior comprometimento em constância do desempenho, atenção, memória de trabalho e funções executivas, com linguagem e leitura social preservadas. Não é o resultado de uma pessoa real. Pievsky & McGrath (2018). The Neurocognitive Profile of Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder: A Review of Meta-Analyses. Archives of Clinical Neuropsychology, 33(2), 143–157

01O que se vê primeiro

O perfil dele não é plano.

Linguagem alta. Leitura social dentro do esperado. É por isso que ninguém desconfiou de nada até agora: nas duas coisas que aparecem em uma conversa de dez minutos, ele vai bem.

04Por que isso muda a conversa

"Preguiça" não descreve este gráfico.

É a explicação que ele ouviu a vida inteira, e ela não sobrevive a um perfil assim. O laudo troca uma acusação por uma descrição: onde exatamente está a dificuldade, quanto ela custa, e o que fazer a respeito.

Quando quiser

O primeiro contato é por texto.

Você não precisa contar nada sobre você para perguntar. "Quero uma avaliação" já basta, e "só quero saber o valor" também.

Antes do primeiro encontro

Como se preparar para a avaliação

Nada aqui é pegadinha e nada aqui é surpresa. Se ficar faltando alguma informação, pergunte antes de marcar.

Como funciona
  • Os encontros são marcados com antecedência, no horário que funcionar melhor para você.
  • Cada encontro tem um roteiro, e eu digo o roteiro antes de começar.
  • Alguns testes têm tempo cronometrado. Eu aviso qual é o formato antes de cada um — ser pego de surpresa por um cronômetro muda o resultado.
  • Você pode pedir pausa a qualquer momento, sem dizer por quê.
Como se preparar
  • Durma o que você costuma dormir. Uma noite ruim muda o resultado dos testes, e um dado ruim não serve para você nem para mim.
  • Coma antes. A sessão é longa e fome atrapalha atenção.
  • Não mude nada na sua medicação por conta própria. Se for preciso ajustar alguma coisa para a avaliação, eu falo com você antes.
  • Não precisa estudar, treinar nem se preparar de nenhuma outra forma. Não existe como ir bem ou ir mal.
O que levar
  • Óculos e aparelho auditivo, se você usa.
  • A lista das medicações que você toma, com as doses.
  • Fone de ouvido, protetor auricular, óculos escuros ou boné, se ajudam.
  • Um objeto de conforto, um fidget, uma garrafa de água.
  • Relatórios ou laudos anteriores, se você tiver. Não é exigido.
  • Uma pessoa de confiança, se quiser. Ela pode ficar na sala ou esperar fora.

Um olhar que também vem de dentro

Por que escolhi a neuropsicologia

Minha trajetória com a neuropsicologia começou ainda nos estágios da faculdade, há cerca de 15 anos. Naquele período, acompanhei principalmente avaliações de pessoas idosas com suspeita de doença de Alzheimer e outros quadros demenciais. Foi ali que nasceu meu interesse por compreender como cada pessoa percebe, organiza e responde ao mundo — e como mudanças sutis na cognição podem atravessar toda uma história de vida.

Durante sete anos, também atuei com a Terapia Cognitivo-Comportamental. Essa experiência ampliou meu olhar para além dos resultados dos testes, permitindo compreender com mais profundidade a relação entre cognição, emoções, comportamento e contexto.

Nos últimos anos, passei a concentrar meu trabalho em autismo, TDAH, altas habilidades/superdotação e outras manifestações da neurodivergência, especialmente em adultos que chegaram à vida adulta sem compreender plenamente algumas de suas diferenças, dificuldades e potencialidades.

Esse interesse não é apenas profissional. Minha própria experiência com a neurodivergência despertou, desde cedo, uma busca por compreender os mecanismos da mente e da cognição. Por isso, conheço também por dentro o impacto que pode ter encontrar uma explicação coerente para aspectos da própria vida que, durante muito tempo, pareciam desconectados.

Hoje, realizo atendimentos em minha clínica, em Foz do Iguaçu, Paraná, e também on-line, quando essa modalidade é técnica e clinicamente adequada. Meu trabalho busca oferecer uma avaliação cuidadosa, individualizada e contextualizada — capaz de produzir não apenas resultados, mas uma compreensão mais clara sobre a pessoa, sua trajetória e sua maneira singular de funcionar.

  • Psicólogo — CRP 08/26205
  • Pós-graduado em Neuropsicologia Clínica
  • Pós-graduado em Terapia Cognitivo-Comportamental
Dangelo Augusto, psicólogo
Dangelo Augusto — Psicólogo, CRP 08/26205

O passo a passo

O passo a passo

São quatro etapas, sempre nesta ordem. Quantos encontros cada uma leva depende do que a avaliação precisa responder e do seu ritmo — isso é decidido junto com você na primeira etapa, não antes.

  1. Primeiro contato

    • Você manda uma mensagem. Não precisa contar nada sobre você.
    • Eu respondo com: disponibilidade, valor do processo completo, forma de pagamento e o que a avaliação pode e não pode responder.
    • Se fizer sentido, marcamos a entrevista inicial. Se não fizer, acaba aí e está tudo certo.

    Se eu demorar para responder, pode mandar de novo. Não é insistência, e não incomoda.

  2. Entrevista inicial

    • Converso com você sobre história de vida, escola, trabalho, rotina, sono, saúde e o que te trouxe aqui.
    • Definimos juntos a pergunta da avaliação: o que exatamente você quer saber ao final.
    • Explico quais instrumentos pretendo usar e por quê.
    • Você pode perguntar qualquer coisa sobre o processo. Nada é surpresa depois.

    Se você preferir receber as perguntas por escrito antes, é só pedir no primeiro contato.

  3. Sessões de avaliação

    • Aplicação de testes e escalas, e observação clínica.
    • Alguns testes têm tempo cronometrado. Eu aviso antes de cada um qual é o formato.
    • Você pode pedir pausa entre um teste e outro sempre que quiser.
    • Cansaço, ansiedade e humor afetam o resultado de um teste. Se em algum dia você não estiver bem, é melhor avisar do que insistir.

    Eu digo o formato antes de cada teste, inclusive quando tem cronômetro. Ser pego de surpresa por um cronômetro muda o resultado, e não é isso que a gente quer medir. A quantidade de encontros depende da pergunta definida na etapa 2, e você sabe o número antes de começar.

  4. Devolutiva e relatório

    • Um encontro dedicado a explicar os achados em linguagem direta, com espaço para perguntas.
    • Você recebe um relatório escrito, com os resultados, o que eles significam e o que não significam.
    • O relatório é seu. Você decide para quem mostrar.
    • Se algo no relatório estiver errado sobre a sua história, você pode pedir correção.

    Combinamos o prazo do relatório na devolutiva, e eu cumpro o que combinar.

À distância

Como funciona a avaliação on-line

Para muitos adultos, todo o processo pode ser realizado on-line — da primeira entrevista à devolutiva. A modalidade é definida com critério, considerando a sua demanda, as condições do atendimento e os instrumentos necessários para chegar a conclusões responsáveis.

O que pode ser feito on-line
Entrevistas clínicas, história de vida e do desenvolvimento, conversa com familiares, análise de documentos, escalas, questionários e instrumentos cognitivos aprovados para aplicação remota. Ao final, a devolutiva e a entrega do documento também podem acontecer a distância.
Como a modalidade é definida
Antes de iniciar, verifico se o atendimento on-line é adequado para o seu caso. Em investigações de autismo e TDAH em adultos, frequentemente é possível concluir todo o processo dessa forma. Se alguma etapa exigir aplicação presencial, você será informado com clareza.
Quando o presencial é necessário
Alguns instrumentos ainda possuem validade apenas quando aplicados presencialmente, seguindo condições específicas de material, instrução e observação. Quando forem indispensáveis para responder à sua demanda, o processo poderá ser presencial ou híbrido, com atendimento em Foz do Iguaçu, Paraná.
De onde participar
Você pode participar de qualquer lugar do Brasil, desde que tenha conexão estável, computador ou notebook e um ambiente privativo, sem interrupções. Não precisa ser um espaço perfeito — apenas um lugar em que você consiga permanecer com tranquilidade durante o encontro.
Câmera e condições do encontro
A câmera permanece ligada durante as entrevistas e etapas em que a observação integra o método. Antes das aplicações, você recebe orientações sobre ambiente, equipamento e materiais permitidos. Questionários realizados individualmente podem seguir condições diferentes, informadas com antecedência.

Ficou faltando alguma coisa?

Se você ainda tiver dúvidas sobre a modalidade, pergunte antes de marcar. O objetivo é que você compreenda como o processo funcionará, quais etapas serão realizadas e o que poderá esperar da avaliação.

Sem pressa

Quando fizer sentido para você, é por aqui.

A primeira mensagem não compromete você com nada. Ela serve para você saber o valor, o prazo e se isto faz sentido para o seu caso — e para eu entender o que você quer descobrir. Se depois disso não fizer sentido, acaba aí, e está tudo certo.

Antes de decidir

Perguntas frequentes

Reunidas a partir do que as pessoas de fato perguntam antes de decidir, e respondidas na ordem em que costumam surgir. Se a sua não estiver aqui, é sinal de que ela pede uma resposta feita para o seu caso — pergunte por texto.

O laudo serve como diagnóstico?

Serve. O laudo psicológico traz o diagnóstico provável de acordo com as características levantadas e os resultados colhidos, e isso é diagnóstico psicológico — função privativa do psicólogo desde 1962. O que ele não é, é diagnóstico médico: investigar causa clínica, pedir exame e prescrever medicação é do médico. Na prática, algumas portas ainda pedem laudo médico — CIPTEA, perícia, parte dos planos de saúde. Nesses casos o meu relatório não é substituído: ele chega junto, já respondendo boa parte do que o médico precisaria levantar.

CFP — Validade e alcance do diagnóstico psicológico (janeiro de 2026): tratar o diagnóstico psicológico como ato exclusivamente médico contraria a Lei nº 4.119/1962
Quanto custa?

O valor do processo completo é informado no primeiro contato, junto com as formas de pagamento e a possibilidade de parcelamento. Não publico o valor aqui porque o Código de Ética do Psicólogo proíbe usar preço como propaganda (Art. 20, alínea d). Não é para te fazer entrar em contato: se você pedir só o valor, eu mando só o valor.

Código de Ética Profissional do Psicólogo, art. 20, alínea d (CFP)
Quanto tempo leva do começo ao fim?

Entre 4 e 8 encontros. Se houver disponibilidade para marcar as sessões em dias seguidos, o processo inteiro leva cerca de duas semanas. Se o seu ritmo pedir mais espaço entre os encontros, leva mais — e isso não estraga nada, o intervalo não interfere no resultado. O relatório escrito fica pronto de 3 a 5 dias depois da devolutiva.

Preciso de encaminhamento de médico?

Não. Você pode procurar por conta própria. Se você tem encaminhamento, traga; ajuda, mas não é requisito.

E se no dia eu não conseguir falar?

A gente escreve. Se ficar difícil sustentar o encontro, a gente para e remarca. Perder a fala sob estresse não é falta de colaboração e não invalida a avaliação.

Posso levar alguém comigo?

Pode. A pessoa pode ficar na sala durante a entrevista inicial ou esperar do lado de fora. Em algumas etapas de teste eu vou pedir para ela esperar fora, porque a presença de outra pessoa interfere no resultado. Eu aviso quando for o caso e explico por quê.

E se eu cancelar ou faltar?

Se precisar faltar por indisposição ou por qualquer questão pessoal, avise com pelo menos 6 horas de antecedência. Não precisa dizer o motivo, e não precisa justificar. A partir de mais de três cancelamentos seguidos, a sessão desmarcada passa a ser cobrada pelo valor cheio de uma sessão — não é multa, é um horário que ficou reservado e não pôde ser usado por mais ninguém. O valor é o mesmo que eu informo no primeiro contato.

Aceita plano de saúde?

Não. O atendimento é particular. Muitos planos reembolsam avaliação neuropsicológica, mas quanto e em que condições varia de plano para plano e da política interna de cada um — quem confirma isso é o seu plano, não eu. Eu forneço nota fiscal e lista de presença para você pedir o reembolso.

Você atende crianças e adolescentes?

Não. Só adultos, a partir de 18 anos. Se você procura avaliação para uma criança, posso indicar colegas que atendem essa faixa.

Meus dados ficam em algum lugar?

O que você manda no primeiro contato serve só para responder e organizar o agendamento. O prontuário e o relatório seguem sigilo profissional e as regras de guarda do Conselho Federal de Psicologia. A política de privacidade explica prazo e direitos.

Como costuma soar

Frases que costumam aparecer na avaliação

Nenhuma é de uma pessoa específica. São formas de dizer que se repetem tanto, e com tanta gente diferente, que valem estar escritas em algum lugar antes de você chegar.

  • Eu achava que todo mundo cansava assim e só não ficava reclamando.

  • Consigo, sim. Só que depois eu apago o resto do dia, e essa parte ninguém vê.

  • Todo mundo dizia que eu tinha potencial. Ninguém explicou o que fazer quando ele não vira nada.

  • Já me deram três diagnósticos. Cada um pegava um pedaço e nenhum fechava.

  • Não é falta de vontade. É que entre querer e começar tem um buraco, e eu não sei atravessar.

  • Eu me preparo dois dias antes para uma ligação de cinco minutos.

  • Cheguei aos quarenta sem saber que dava para perguntar.